Sunday, June 29, 2008

Gente realmente importante


Deve ser legal virar nome de rua. Mas melhor que isso é virar nome de rua e ser descrito na plaquinha simplesmente como "alegria do povo", como aconteceu com o Vicente Rao aí de cima. O cara fez tanto a alegria da galera que nem precisava mais apresentar Curriculum Vitae

Provavelmente tem mais gente ilustre nas placas de ruas que dispensa apostos do tipo "célebre poeta e tradutor capixaba" ou "general que liderou tropas brasileiras na Guerra do Paraguai". Se não tem, eu pelo menos gostaria de ver. Imagina só:

Rua Dona Leonor
Essa gostava da coisa

Rua Marechal Deodoro da Fonseca
A Irmã Dulce dos travecos

Rua Padre Chagas
Se escondam, crianças 

Rua João Wallig
Nome de rua e me devendo, hein?

Rua Bogotá
A Ciudad del Este dos trafi

Saturday, June 21, 2008

O chamado Search Engine Optimization

É com muito orgulho e satisfação que eu informo que, ao buscar "meninas que dançam na TV Pampa" no Google, este blog será o primeiro da lista.

Sunday, June 15, 2008

Pegatinho


Este blog nunca teve o objetivo de ser um Brainstorm#9 de mim mesmo - traduzindo para os não-publicitários, nunca foi um lugar que eu usei para mostrar meus trabalhos. O lance aqui é diversão. 

Mas, como o trabalho aí em cima foi pura diversão, tá valendo. O Pegatinho Ilhabela é uma espécie de Pong onde você as meninas baixam uma foto sua, de uma rival e do menino que querem disputar. 

É claro que, se você não for menina e quiser jogar disputando outras figuras, como no exemplo aí da telinha, também pode.

Sunday, June 08, 2008

Feijó maravilha

Acho que o momento é propício para repetir o versinho postado em maio do ano passado aqui no blog:

Me tratam qual rato
Com veneno em pó
Se perco ou empato
Me atacam sem dó
É tudo tão chato
Me sinto tão só
Minha vida é um mandato
Meu vice é o Feijó

Tuesday, June 03, 2008

A verdade azeda

Foi dia desses, vendo mais uma daquelas matérias do Jornal Hoje sobre como lavar alimentos, que eu tive a revelação. Foi ali que eu entendi tudo.


Eu precisei ver 915 cenas de alfaces e tomates sendo lavados com vinagre para entender. Mas finalmente entendi, e ficarei feliz em dividir minha descoberta com o mundo. 


É o seguinte: vinagre, na verdade, não é um alimento. Vinagre foi o primeiro Limpol, a primeira Clorofina, o primeiro X-14 com Bico Dosador produzido pela humanidade. Por anos, este vinho vencido serviu corretamente às populações, limpando calotas de bigas, lustrando ferraduras e armaduras, dando mais brilho às canecas de barro, enfim, sendo o braço direito do taberneiro medieval moderno.


Mas o mundo mudou. E entrou em guerra. E vieram a fome, a peste. E as pessoas comiam cadáveres de outras pessoas. Reviravam a terra em busca de sementes e minhocas. Bebiam água suja. Comiam gafanhotos e baratas. E, quando não havia nada disso, iam de vinagre mesmo.


Como o ser humano se acostuma com qualquer coisa - trânsito, poluição, campeonato de pontos corridos, Dança do Quadrado - o vinagre seguiu fazendo parte dos cardápios (não me perguntem por que as sementes e minhocas, a água suja, os gafanhotos e baratas também não permaneceram). Alguns homens percebiam que aquele líquido azedo não se comparava ao azeite de oliva, à pimenta e ao molho inglês, mas viam outros se servindo e deixavam para lá. 


Aos poucos, com a importante ajuda do Jornal Hoje e da Ana Maria Braga, as coisas vão voltando ao normal. Claro que vamos ter que enfrentar o lobby da indústria de limpeza, e dificilmente o vinagre vai mirar para a gôndola certa dos supermercados. Mas fica aí o alerta para que você nunca mais engula Pato Purific achando que é tempero, porque não é. Não é. Mas não é mesmo.