De modelo a toda terra?
Semana passada foi Semana Farroupilha na Catalunha. O feriado dos catalães, o "precursor da liberdade" deles, é o 11 de setembro. Dia de colocar a bandeira listrada catalã na janela e sair pra rua pra pensar como seria bom conquistar a independência e inutilizar milhões de atlas escolares mundo afora.
E eles realmente levam isso a sério: pichações de "Catalunha não é Espanha" são mais comuns que "Toniolo" no Bom Fim. Na TV, o apresentador fala, esperançoso, em um futuro plebiscito para decidir a independência da região.
Como gaúcho, eu até preferia que fosse assim por aqui. Não que eu seja separatista, mas no Rio Grande do Sul, Semana Farroupilha é apenas a época em que alguns bigodudos vestem umas roupas esquisitas (que nem se sabe direito se eram mesmo as roupas que os antepassados gaúchos usavam), enchem a guampa de cachaça no Acampamento Farroupilha e comemoram, sei lá por que, a sumanta de pau que a gauchada levou do Império por causa do preço do charque.
Já que o Rio Grande do Sul não teve força para ser independente, não seria mais produtivo usar essa semana para pensar como conviver com o resto do Brasil sem crise de identidade? Discutir, por exemplo, uma maneira do Brasil ser uma federação de fato, com leis independentes em cada estado. Organizar movimentos por uma representação maior do estado na mídia, no Congresso, no governo. Enfim, fazer qualquer coisa para que seja menos incômodo ter que dividir o mesmo país com o Renan Calheiros, o Abel Braga e a Siri do Big Brother.
Pensando bem, até mesmo discutir o separatismo seria mais produtivo que as atuais celebrações farroupilhas. Mas já vou avisando: não deve ter a menor graça viver numa espécie de Uruguai sem Conaprole e sem Maracanazo.
E eles realmente levam isso a sério: pichações de "Catalunha não é Espanha" são mais comuns que "Toniolo" no Bom Fim. Na TV, o apresentador fala, esperançoso, em um futuro plebiscito para decidir a independência da região.
Como gaúcho, eu até preferia que fosse assim por aqui. Não que eu seja separatista, mas no Rio Grande do Sul, Semana Farroupilha é apenas a época em que alguns bigodudos vestem umas roupas esquisitas (que nem se sabe direito se eram mesmo as roupas que os antepassados gaúchos usavam), enchem a guampa de cachaça no Acampamento Farroupilha e comemoram, sei lá por que, a sumanta de pau que a gauchada levou do Império por causa do preço do charque.
Já que o Rio Grande do Sul não teve força para ser independente, não seria mais produtivo usar essa semana para pensar como conviver com o resto do Brasil sem crise de identidade? Discutir, por exemplo, uma maneira do Brasil ser uma federação de fato, com leis independentes em cada estado. Organizar movimentos por uma representação maior do estado na mídia, no Congresso, no governo. Enfim, fazer qualquer coisa para que seja menos incômodo ter que dividir o mesmo país com o Renan Calheiros, o Abel Braga e a Siri do Big Brother.
Pensando bem, até mesmo discutir o separatismo seria mais produtivo que as atuais celebrações farroupilhas. Mas já vou avisando: não deve ter a menor graça viver numa espécie de Uruguai sem Conaprole e sem Maracanazo.
