Monday, February 20, 2006

Sonho medonho

Se a parte do meu cérebro que produz os sonhos estivesse ligada durante o horário comercial, ou eu estaria rico, ou internado numa clínica. Vez que outra, meu inconsciente deixa na minha memória uns trailers de sonhos, só pra mostrar o que é capaz de fazer em matéria de mistura de situações e universos absurdos.

O exemplo mais recente é um clássico. Um dos diamantes da coleção. A peça que abre o portfólio.

O sonho começava assim: eu estava em uma reunião com um diretor de arte colega meu, tentando fazer um anúncio. Até aí, tudo bem. O problema é que a reunião não acontecia na agência, e sim num dos corredores do Pastor Dohms, colégio onde fiz primeiro e segundo grau. E o outro problema é que, num canto do corredor, repousavam umas latas de tinta. Como não tínhamos tido até então nenhuma idéia decente (eu sei porque lembro de uma delas), meu colega resolve que vai começar a pintar uma das paredes. Conhecido na vida real por suas extravagâncias, ele começa pintando a parede direitinho, mas logo começa a dar uma de Pollock e joga as latas de tinta na parede. A tinta escorre até o chão. Imediatamente, sentindo que a coisa ia começar a dar merda, dou o primeiro alerta:

- Ô meu, a tinta tá escorrendo pelo rodapé. Vai acabar caindo tinta lá embaixo, na sala da quarta série, e vai sobrar pra gente.

Eu não tinha certeza se isso renderia uma demissão do trabalho ou uma suspensão do colégio, mas, de qualquer maneira, estava começando aquela parte desagradável do sonho. Deve ser nessas partes que as pessoas começam a se mexer, apertar os olhos e dizer “não, não”.

Só pra conferir se ia dar merda mesmo, resolvemos descer até a sala da quarta série para conferir os possíveis estragos. Ao chegar, vemos as criancinhas da quarta série chegando do recreio, a professora abrindo a porta vagarosamente, a expressão de espanto no rosto dela, o forro de Eucatex® da sala todo caído, os cadernos e livros totalmente manchados da tinta meio-vermelha-meio-azul que meu colega jogou na parede de cima.

Em seguida, chega correndo o porteiro do colégio, que, não por acaso, era o João, porteiro do Pastor Dohms no tempo que eu estudava lá. Ele vê o estrago, suspira muito alto e já vai levando a gente para uma sala (Do diretor? Do dono da agência? Não faço a menor idéia) e esbravejando:

- Eu sabia. Eu falei mais de uma vez que deixar esse forro velho e podre aí ia acabar saindo caro pra gente. Dito e feito: foi tudo abaixo, saiu caro.

E concluiu:
- Imagina se isso cai em cima dos nossos guris. Só imagina se isso cai em cima do Tinga, do Élder Granja, e a gente perde eles. É ano de Libertadores, porra!

4 Comments:

Blogger Lella said...

hahahahaha! mais divertido seria se fosse o João Francisco ou a Isabel quem chamasse a atenção de vocês. Ou o tio Almeida. Aliás, sabia que ele pintou os cabelos?
Ah, e não consegui identificar qual corredor é. É aquele antes do 'aquário'?

12:05 PM  
Anonymous Anonymous said...

Que eu me lembre, era o corredor do prédio antigo, aquele junto à Biblioteca. Muito perto do teatro/auditório. Será que o João ainda trabalha lá?

10:28 AM  
Anonymous Anonymous said...

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