Tuesday, November 29, 2005

Tiras







As duas tiras têm roteiro do amigo Felipe Anghinoni.
A charge, podem creditar à CBF mesmo.

Thursday, November 24, 2005

A solução definitiva para o roubo de carros

A Zero Hora publicou semana passada uma série de reportagens falando do “drama de quem teve o carro roubado”, e mostrando como evitar o roubo de carros.

Tudo muito bonito, tudo muito útil, mas faltou ao repórter me consultar, e assim obter a solução definitiva para este drama.

Para mim, a única maneira de afastar os ladrões do seu carro é tornar ele facilmente reconhecível. Em suma, personalizar o carro a ponto de torna-lo tão ridículo, mas tão ridículo, que o ladrão teria medo de ser preso por andar com uma coisa daquelas. Veja bem: eu não estou falando de magalices, tuning ou assemelhados. Estou falando de experiências mais radicais. Exemplos:

- Pintar com tinta guache uma cara do Julio Iglesias na tampa do porta-malas (tá, pode ser o Luis Miguel, se você não gostar muito do Julio).

- Comprar um molde gigante de fibra de vidro em forma de cachorro, acrescentar rabo e orelhas de feltro, uns olhos de bola de gude e transformar o carro num cão móvel, tipo aquelas peruas de pet shop americanas.

- Escrever, em letras miúdas, toda a obra do José de Alencar nas portas (qualquer ladrão que tentar arrombar a porta vai dormir lendo aquelas bobagens de índias de lábios de mel, nativos viris e não sei mais o quê).

- Colar latas de pêssego em calda no teto.

- Transforma-lo numa espécie de cama de faquir, com os pregos saltando para fora da lataria.

Tá, já sei: você está pensando que tudo isso pode desvalorizar o carro. Não se todo mundo passar a fazer. Ah, mas se todo mundo fizer, não vai mais chamar a atenção, pensa você de novo. Porra, para de pensar, tchê! Se você for realmente criativo e tornar seu carro verdadeiramente ridículo, ele vai se destacar.

Acho que vale a tentativa. Principalmente porque, se der certo, as companhias de seguro irão à falência, o que seria um prazer nunca antes experimentado pela humanidade. Talvez até os ladrões se regenerem e tentem ganhar a vida sendo ridicularizadores de veículos.

Vamos lá, tente fazer isso com o seu carro (só não tento no meu primeiro porque ainda não tá pago).

Friday, November 11, 2005

Tiras: mais uma leva


Tuesday, November 08, 2005

Futebol e presidentes

1.

Eu devia ter uns dez ou doze anos quando o Internacional anunciou, em meio a um campeonato, a contratação do técnico Francisco Neto, o popular Chiquinho. O Chiquinho era um sujeito muito chinelo: bigodinho grisalho ralo, voz de quem passou a noite inteira bebendo cachaça e discutindo esquema tático com um cachorro vira-lata, palito de dente na boca, olhos vermelhos e, se não me engano, um óculos Ray-Ban comprado em um camelô de Pelotas (ele costumava treinar alternadamente o Pelotas e o Brasil, e, por conta deste vasto currículo, conseguiu uma vaga no Inter da era Záchia).

Não que os outros técnicos do Brasil fossem um exemplo de boa postura ou altivez, mas eu achava o Chiquinho chinelo demais pra ser técnico do Inter. Sei lá, ele simplesmente parecia não estava à altura daquela casamata de acrílico do Beira-Rio. As três estrelas (na época eram três) do uniforme não faziam sentido junto daquele cara, muito menos o abrigo patrocinado pela Umbro e pela Coca-Cola. Ele podia até ser uma baita técnico - o que a história e os Gauchões subseqüentes acabaram não confirmando - mas simplesmente não tinha a classe que o cargo exigia. E eu, ao perceber aquilo pela TV, sentia vergonha, muita vergonha.

Deve ser isso que os venezuelanos sentem ao ver o Hugo Chávez na TV.


2.

Eu gosto do Roda Viva porque ele é a Bombonera dos programas de entrevistas. A primeira fileira de jornalistas raivosos, a segunda fileira de formadores de opinião fazendo cara feia, o cartunista frenético desenhando sem parar, os e-mails de telespectadores chegando, a cadeira desconfortável do entrevistado com o copinho d’água sempre prestes a virar, aquela abertura estonteante com trilha de filme de terror, tudo ali é feito pro cara perder a concentração e acabar dizendo uma ou outra coisa que não poderia ter dito. Exatamente como o estádio do Boca e suas três fileiras de arquibancadas a centímetros da linha lateral.

É por isso que ontem eu sentei em frente à TV cheio de esperança. O Lula, que não gosta de dar entrevistas, era o entrevistado do Roda Viva. Achei que aquela multidão de gente perguntando sobre o mensalão, as mutretas dos filhos, o caixa 2, o avião e tudo mais ia fazer o Lula deixar escapar alguma merda.

Acontece que a entrevista não foi no estúdio do Roda Viva, e sim no Palácio do Planalto. Não tinha a cadeira, os formadores de opinião, o cartunista frenético. E assim o Lula acabou não jogando na Bombonera. Jogou em Salta, e conseguiu um morno empate sem gols.

O Inter pediu para o Boca Juniors não marcar o jogo dessa quinta-feira em Salta, uma pacata cidade quase na fronteira com a Bolívia. Preferiu a Bombonera. Foi um ato de coragem, mas sei não. Acho que o Fernando Carvalho ainda tem muito o que aprender com o Lula.

Tuesday, November 01, 2005

Plim-Plim: A Invenção do Tim

O Paulo Henrique Amorim veio a Porto Alegre autografar na Feira do Livro. Ele acaba de lançar um livro dizendo que a Globo inventou resultados na eleição para governador do Rio em 82.

Não chega a ser novidade. Também dizem que a Globo inventou e desinventou o Collor. E que não pára de inventar atores e cantores sem talento, como o Ricardo Macchi, a Xuxa e agora esse que tá fazendo papel de peão bicha na novela.

Mas eu vou mais longe nessa investigação, e trago aqui uma denúncia que venho alimentando há anos: tenho certeza que a Globo inventou o Tim Lopes. Certeza absoluta. Ele é mais uma ilusão engenhosa patrocinada pela Vênus Platinada.

Como é que o cara trabalhou durante décadas na Globo, se consagrou, fez centenas de matérias investigativas, desembaraçou esquemas de corrupção, desmontou quadrilhas, se infiltrou em organizações criminosas e, ainda assim, eu não me lembro de ter visto esse sujeito uma só vez na TV?

Não me venham com essa de que ele aparecia no Globo Repórter. Mentira! É sempre o Francisco José que aparece no Globo Repórter, e ele está sempre mergulhando no Pantanal no meio das piranhas ou investigando o “fenômeno da piracema” em algum rio.

Não se iluda, povo brasileiro! Estamos diante de mais uma tentativa fracassada da Globo de tentar nos convencer de alguma coisa. Como se não bastasse a atual novela das oito, em que Gloria Peres tenta nos convencer de que existe um punhado de americanos que fala português perfeitamente, ou de que cegos podem salvar outros cegos de afogamentos. Chega! O povo brasileiro precisa saber a verdade.