Thursday, October 20, 2005

Assoa, Rio Grande!

No momento em que o Rio Grande do Sul passa por uma das maiores crises econômicas de sua história, e registra queda em sua produção industrial enquanto todos os outros estados comemoram crescimento, é fundamental encontrar alternativas econômicas para reerguer o estado.

Eu, com toda a sinceridade, na maior das boas vontades, sugiro o ranho. Desafio qualquer outro estado – diria mais, qualquer outro país – a apresentar níveis de produção de ranho tão pujantes quanto os nossos. Temos as condições climáticas ideais: dias de 30 graus no inverno seguido de meses de frio, verões com muito sol e umidade seguidos de semanas de chuvas e alagamentos, além de um bom número de plantas e parques por habitante, o que potencializa a produção de pólen e, conseqüentemente, da nossa rica e espessa mucosa nasal.

Isso sem falar nas características da nossa gente: graças à imigração italiana (e também aos árabes, turcos e libaneses, muito presentes na fronteira), temos narizes maiores que grande parte da população mundial, o que garantiria um fornecimento consistente e inesgotável de ranho.

Até agora, temos escoado toda nossa produção para os lenços de papel. Como todos sabemos, a principal indústria de lenços de papel do país é a Melhoramentos, que fica em Caieiras (SP). Logo em São Paulo? Um acinte. Um verdadeiro desperdício. Nós, gaúchos, não podemos aceitar isso. É como se o Rio de Janeiro jogasse toda sua produção de petróleo no Guaíba.

Algo tem que ser feito. As montadoras poderiam desenvolver carros Ranhoflex, movidos a álcool, gasolina e fluidos nasais. Poderíamos ser o berço do verdadeiro Combustível Verde. Colas e resinas poderiam ser ainda melhores que já são. Comida para peixe, já que peixe come qualquer coisa mesmo. As alternativas são infinitas. Vamos lá, Rigotto! É só empresários e governantes usarem a criatividade que a gente sai dessa.

Friday, October 14, 2005

Eu desisti. Tô pensando em ir pra praia no fim de semana do referendo. Chega. É tanta informação desencontrada, tantos dados manipulados, que eu acho que não tenho condições de decidir uma coisa dessas. Além disso, qualquer um que já leu o tal do estatuto chegou à conclusão de que não muda quase nada entre o sim e o não. Mas se ainda assim você quiser se engajar nessa maravilhosa oportunidade que nosso virtuoso congresso nos proporcionou para levar a nação aos píncaros de sua civilidade e bem-estar, Fiambres apresenta as

CINCO RAZÕES ALEATÓRIAS PARA ESCOLHER SEU VOTO NO REFERENDO!

Razões aleatórias para votar 1-NÃO:

1) O Chico Buarque é a favor do Sim. Já tem uns 20 anos que ele não faz nada bom. Por que acertaria logo agora?

2) Pesquisas mostram que mais de 70% das mulheres são favoráveis ao sim. Mas todo mundo sabe que, quando uma mulher diz não, está querendo dizer sim, e vice versa. O que comprova que as mulheres de todo o Brasil estão do nosso lado pelo direito à legítima defesa dos cidadãos de bem! Junte-se à elas e diga Sim, quer dizer, Não!

3) O fundo branco predominante nos materiais de campanha do Sim revela quem são dos verdadeiros interessados num eventual desarmamento da população: a indústria da arma branca. Com menos armas, os produtores de facas, cordas, torniquetes, tacos e afins rechearão seus cofres. Diga NÃO aos interesses dessa gente!

4) Conforme o Estatuto, os juízes continuarão podendo portar armas de fogo. O país em meio ao maior escândalo da arbitragem de sua história e o governo resolve deixar logo os juízes armados? Isso só confirma que o pessoal do Sim não tem o menor interesse em desarmar o ladrão.

5) Num país com armas de fogo, a chance de Felipe Dylon, DJ Marlboro e outros irritantes garotos-propaganda do sim serem atingidos é maior. Diga NÃO à permanência dessa gente no planeta.



Razões aleatórias para votar 2-SIM:

1) A jornalista que apresenta o programa do Não é muito feia. Se eles não conseguiram nem arranjar nem uma mina ajeitadinha para argumentar por eles, é porque coisa boa não é.

2) O Onyx Lorenzoni faz parte da frente parlamentar do Não. Compartilhar qualquer opinião com o Onyx Lorenzoni deveria ser crime inafiançável. Até escolher a mesma comida que ele no buffet deveria dar prisão perpétua.

3) Todo mundo na Globo tá participando do Sim, menos o único interessado na manutenção das armas de fogo: o apresentador do Linha Direta. Sem tiros, ele perde o emprego. Prova definitiva de que há interesses escusos em uma eventual vitória do Não.

4) O slogan dos caras é “Desarmar o cidadão não é a solução”. É uma rima pobre. O que só confirma a pobreza de argumentos do pessoal do Não.

5) Na tentativa de fazer valer seu ponto de vista, a frente parlamentar do Não assusta a população. A prova disso está no principal entusiasta do comércio legal de armas: o amedrontador Paulo Sant’Ana. Diga não àqueles que querem um Brasil com medo. Vote SIM!

Tuesday, October 11, 2005

Aproveitando o momento

Tuesday, October 04, 2005

Filmes cabeça

O melhor do cinema pornô iraniano

Atrás dos Cactos (Kmbusha, Ahme, Kmbusha, Irã/Suécia, 1996)
Trupe de coxudas em botas supersensuais atravessa o deserto buscando reavivar a fé e o cabaço perdidos. No caminho, encontram um velho tecelão, com quem viverão momentos de verdadeira escravidão anal. Após uma noite de violentas estocadas, um excitante paradoxo: o tecelão redescobre sua relação com o mundo, ao passo em que as ninfetas precisam recomeçar suas vidas do nada.

Mil e uma noites sem tirar (Dayahel Pomahde, Irã, 1990)
Jovem professora dá aulas para pequeno grupo de alunos pobres no interior do Irã. Até que uma das crianças encontra um vultuoso pênis de borracha em seu cesto. O achado traz um novo mundo de descobertas ao pequeno vilarejo. Os desejos mais proibidos brotarão das bundinhas dengosas, xoxotas selvagens e cacetes incandescentes até então reprimidos pela rígida sociedade islâmica.

O círculo de borracha (Fathed Torah Torah, Irã, 2001)
Homem humilde (Kamed) vive de biscates em Teerã e depende de sua velha bicicleta para viver. Ao circular por região pobre, perde um dos pneus e é obrigado a parar em um humilde casebre, onde sete garotas molhadíssimas transformarão o pacato Kamed no Máster Tora, que passa a liderar um verdadeiro harém de safadeza e arreganho. O filme mostra a pobreza do país após os conflitos, além de um verdadeiro show de peitões e piercings ousados das louraças mais taradas do Oriente Médio.

Além do Cheiro de Arenque (Zhaqr Shara, Irã, 2001)
Capitão de pequeno navio busca recuperar as lembranças da infância lançando velas ao mar e folheando antigos cadernos. No meio das folhas, sente o cheiro inconfundível das entranhas de sua colega Shara. Resolve atracar em uma paradisíaca ilha deserta e tem uma surpresa: Shara está lá, com mais onze amigas quentíssimas e prontas para sugar suas mais profundas lembranças, através de boquetes úmidos e dupla penetração. Uma produção singela que revelou ao mundo uma outra face do Oriente Médio: a face de trás.