Friday, August 05, 2005

WC: cuide do seu

Ir no banheiro sempre traz boas idéias. Seja no banho, seja no vaso. Sempre que preciso ir no banheiro aqui na agência, levo um bloquinho e um lápis no bolso. Muitas vezes já aconteceu de sair uma idéia legal na mesma hora em que está saindo a cacaca. Não sei se existe alguma explicação para isso. Talvez seja um momento em que a mente está se libertando das coisas desnecessárias e abrindo uma vaga para coisas melhores. Talvez o fato da pessoa estar completamente sozinha, isolada de qualquer tipo de repressão ou censura, faça com que as idéias saiam mais naturalmente.

Todas as explicações soam meio bestas, mas sei que muita gente já desfrutou dos benefícios de levar o bloquinho para o banheiro. Acho muito provável que Newton estivesse cagando embaixo daquela macieira. A história da maçã na cabeça foi a primeira lenda urbana da história.

Acredito que os banheiros tenham sido responsáveis por boa parte das idéias revolucionárias, dos objetos úteis, das grandes letras de música.

Mas há indivíduos que não pensam assim. E eles estão, neste momento, pensando em novos obstáculos para que os banheiros deixem de ser esses verdadeiros templos do livre pensar.

Eles começaram com aquelas torneiras que desligam automaticamente. No início, elas ficavam abertas por sete segundos. Passaram para cinco. Hoje, elas necessitam ser apertadas a cada dois segundos, enquanto você usa a outra mão para apertar o dispensador de sabão líquido – que também era muito mais simples de acionar há dez anos.

Isso quando a torneira não tem sensor. O cara que inventou a torneira com sensor tem que morrer com uma pia de mármore enfiada no rabo. O sensor nunca encontra a tua mão. E, quando encontra, nem pense em mexer a cabeça, lavar uma mão na outra, tentar pegar mais sabão. O menor movimento pode desligá-la para todo o sempre.

É o mesmo problema dos malditos, diabólicos, peçonhentos, nauseabundos, sebosos, chechelentos Hand-Dryers – Secadores Automáticos de Mãos. Com a desvantagem de que eles não secam as mãos. Seria preciso gastar a eletricidade de três dias de Itaipu pra conseguir secar um minguinho decentemente naquela bosta. E, se por acaso você quiser passar uma água no rosto, vai sair com a fuça molhada do banheiro. Quem, em sã consciência, vai meter a cara em um Hand Dryer pra tentar se secar?

Não há banheiro público que não tenha sido dominado por estes soldados do obscurantismo. Só resta o banheiro de nossas próprias casas. Eu vou tratar de proteger o meu. Não vou deixar nem visita entrar nele. Quer mijar, vai pra janela.

4 Comments:

Blogger Bri said...

Também tem aquelas toalhas aquecidas que vão rodando e quando tu vê, no caso do banheiro feminino, tem até batom rosa.
Malditos.
Ah, tu me linkou errada...

10:26 PM  
Anonymous Yara Tropea said...

O seu blog é muuuuito bom.

8:29 PM  
Anonymous Emiliano said...

Toalhas aquecidas? Ei, eu quero isso!

W.C. - World Conquer

10:45 AM  
Anonymous Anonymous said...

This is very interesting site... » »

9:23 AM  

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